Julio Urrutiaga Almada
Só voa quem de céu é feito
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Aquele velho amor novinho em folha:

O tema das sevícias da língua em
Nossas bocas

A flama da angústia de muitas horas
Minuto a minuto

Aquele velho amor novinho em folha
Esburacando meus olhos com volúpia louca, contava mais de mil segredos em fratura porcelânica e me fez delirar assim como quem não quer tirar a roupa

Como quem não desnudará nem mais sua própria sombra
Como quem dirá o que gostariam de escutar sem sentir vergonha
Como quem empaturra a vida de compromissos para assumir coisa alguma

Aquele velho amor novinho em folha nunca mais me deixou escrever

Aqueles poemas que riam na boca;
Aqueles poemas que tingiam o inverno;
Aqueles poemas que fardavam a fome;
Aqueles poemas que adoçavam os ouvidos.

Aqueles poemas...Sabem...que ousavam tudo e deflagravam o emudecer de vozes ao redor!

Aqueles poemas que se amontavam em versos.

Aqueles poemas que rimavam mesmo
Por dentro por fora por eles mesmos!

Aqueles poemas amados!
Aqueles poemas perseguidos!


Aquele velho amor novinho em folha
Sequestrou as belas lembranças
Cortou com navalhas minhas crianças
E agora me deixa aqui
Escrevendo afrontas e vergonhas

Sem nenhum entusiasmo na voz
Sem nenhum fruto no arbusto
Sem nenhum estranho entre nós
Aquele velho amor novinho em folha


Nem sabe de mim
Nem sabe de tudo
Nem sabe fugir
Nem sabe matar-me
Nem sabe...

Do Livro De Olho:Embriagado
Julio Urrutiaga Almada
Enviado por Julio Urrutiaga Almada em 06/12/2010
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