Não faço poesia ácida,
Face a face, corroída.
A desnuda linha,
Que eu traço:
É um copo, de não ácido,
Vinho forte
Em água diluído.
Perdido, como se
Não achasse,
A forma, a meta,
A saída.
O encanto derramado
A lágrima contida
A espera sufocada
Nave sem partida.
Folha desfeita,
Como se não
Houvesse em si,
Apelo, do que faltasse,
Nem sequer, sobrevida.